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Rita Teixeira da Silva

Ter | 20.10.20

O Homem de Giz de C.J. Tudor

Rita Teixeira da Silva
Foi a minha estreia em C.J. Tudor e, com certeza, será o primeiro de muitos livros da autora que irei ler. O Homem de Giz é um thriller psicológico que cria um ambiente sombrio, embora suportável, em torno da personagem principal. A história é-nos contada por Ed Adams, um professor de inglês de 42 anos, intercalando entre os anos 80 e 2016, na sua meninice e idade adulta respetivamente. Uma sucessão de crimes hediondos, macabros e enigmáticos, constantemente acompanhados de (...)
Sab | 17.10.20

A falta de comunicação em A Ilusão de Merit, de Colleen Hoover

Rita Teixeira da Silva
Estava desejosa de ler Colleen Hoover e aproveitei a Feira do Livro deste ano para comprar este livro (o primeiro e, para já, o único que tenho da autora). Adoro livros que falam de pessoas e de momentos das suas vidas. Mesmo que não haja uma trama específica e que o objetivo seja mostrar-nos, como que com uma lupa, pormenores e vivências que, de uma forma ou de outra, mudam as vidas das personagens. A história é-nos contada pela voz de Merit, uma jovem de 17 anos que vive num (...)
Dom | 11.10.20

Fomos respirar ao Gerês

Rita Teixeira da Silva
Podia fazer um artigo só com fotografias, dava uma obra de arte. Não que o meu talento para tirar fotos seja fora do comum, mas porque até uma foto desfocada, a fazer o pino, com a lente suja, fica maravilhosa. O Gerês é muito fotogénico. Fui recarregar energias. Fomos. Da pronúncia à palavra quente, do nevoeiro ao verde frondoso, das águas azul-acinzentadas à comida de conforto a fumegar, dos sons aos aromas. Foi tudo especial. Ficámos apenas 2 noites no Gerês, para (...)
Sex | 09.10.20

Amordaçadas em A História de uma Serva

Rita Teixeira da Silva
Esta distopia foi escrita em 1985, impressionante. Impressionante a visão desenvolvida da autora, bem como a atualidade desta obra. Lendo este livro senti na pele o pavor de uma realidade tão possível e da qual apenas nos separa o direito e o dever que temos de educar bem as gerações atuais e vindouras para que os seus valores primem sempre por uma verdade basilar e intocável: a dos direitos humanos. Os EUA, agora Gileade (ou monte de testemunho, na Bíblia), foram alvo de um golpe (...)
Sex | 02.10.20

Força e emoção em O Coração dos Homens, de Hugo Gonçalves

Rita Teixeira da Silva
«É a primeira vez que faz chorar uma mulher. O corpo dela quebra com os soluços, as frases são cortadas ao meio. Ele pensa que talvez um beijo, uma derradeira tarde de sexo, possam anestesiar a aflição feminina. Nunca sentiu este desconforto, esta maldade, mesmo quando, num ringue, na rua, infligiu dor a outros homens. Ele gosta desta mulher. Mas terá sempre de considerar a dimensão do mundo e todas as outras mulheres.» Esta distopia apresenta-nos uma cidade onde não há (...)
Qua | 30.09.20

A obsessão e o desespero em Era uma vez um Homem, de João Nuno Azambuja

Rita Teixeira da Silva
Numa altura em que, feliz e finalmente, se fala cada vez mais em saúde mental, este livro surge na minha vida como um grito deste homem que nos fala ao ouvido. Eu tive a sensação literal de que esta personagem me estava a sussurrar (por vezes gritar) ao ouvido e que eu era a sua companhia. A única. O livro é um chorrilho de desabafos facciosos e, talvez, distorcidos. Uma vez que só temos uma visão dos factos, nunca saberemos se tudo o que é dito é verdade. Acompanhamos a vida de (...)
Sex | 25.09.20

A pena de morte em O Último dia de um Condenado, de Victor Hugo

Rita Teixeira da Silva
  Eis mais um clássico que nos ajuda a perder aquela velha ideia de que os clássicos são muito complicados de ler. Victor Hugo traz-nos uma história breve, direta e de muito fácil compreensão. Esta obra faz-nos acompanhar, tal como o próprio nome indica, o último dia da personagem no corredor da morte. Não sabemos o nome da personagem, nem o crime que cometeu, apenas sabemos que deverá ter sido um crime de sangue. O autor, defensor acérrimo dos direitos humanos, pretende que o (...)
Qua | 23.09.20

O abandono e o preconceito em Pão de Açúcar, de Afonso Reis Cabral

Rita Teixeira da Silva
Fui enganada pela sinopse... Deixei-me levar pela minha interpretação do resumo da obra. Este livro foi uma prenda da minha mãe e ambas pensámos tratar-se de uma investigação. Acontece que se trata de um romance, de uma história sobre pessoas. Isto não tem nada de problemático em si, até porque sou apaixonada por histórias sobre pessoas, só se torna chato quando estamos à espera do conflito e ele nunca mais chega. Este mal-entendido influenciou um pouco a minha experiência (...)
Sab | 19.09.20

Uma realidade construída em 1984, de George Orwell

Rita Teixeira da Silva
Realmente tenho tido muita sorte com as leituras dos últimos tempos. Esta é uma daquelas obras-primas que merecia um lugar de destaque. Devia ser difundida, falada, esmiuçada e discutida até à (impossível) exaustão. Tudo aquilo que conhecemos do mundo é, aqui, questionado, virado do avesso, despedaçado. Houve alturas em que senti dor física, de tão impactada que me senti por esta leitura e de tão dentro do cenário me senti. Geograficamente falando, o mundo é dividido em 3 (...)
Ter | 15.09.20

A liberdade e a responsabilidade em Capitães da Areia

Rita Teixeira da Silva
Não seremos nós também responsáveis pela vida que os os outros têm? Capitães da Areia abre-nos a porta da vida de um grupo de 40 meninos, crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, que vive num barracão na praia da cidade brasileira Salvador, na Bahia. Entregues à sua sorte, vivem do engano, do crime e de uma completa desestruturação do quadro de valores. Sem família, completamente abandonados, a cidade desamparou-os. «Nada possuíam além da (...)