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Rita Teixeira da Silva

Dom | 24.01.21

A perspetiva do psicopata em A Rapariga que Sobreviveu, de Leslie Wolfe

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Disse que estava cansada de policiais, não disse? Pois bem, é verdade! No entanto, se a minha mãe recomenda, vou ter de ler!

A minha mãe falou-me muito neste livro e aliciou-me bastante a lê-lo, prometendo que era um policial que se destacava daqueles a que estamos habituadas.

O livro divide-se em três principais cenários: a vida de Laura, que é a tal rapariga que sobreviveu; a investigação encabeçada por Tess Winnett (que propõe a reabertura de um caso que apresenta muitas pontas soltas); e reflexões do assassino em série.

Esta última parte é a que realmente marca a grande diferença nesta obra. O entusiasmo da autora pela psicologia dá-lhe ferramentas essenciais para a construção das suas personagens, principalmente daquela a que é mais difícil chegar: o psicopata.

«Já nos podemos ter encontrado, nós os dois; é possível. Pode ter sorrido quando passei por si, pensando que eu tinha bom aspeto, um cobiçado e bem-sucedido macho alfa. Pode ter invejado a minha esposa ou admirado o belo casal que formamos. Secretamente, pode ter querido sair comigo, talvez apenas por uma noite, para saborear o fruto proibido do perigoso caso com um carismático e potencial perigoso estranho.

Já me pode ter visto, mas não me ter conhecido por quem sou... não, de facto. Sou a serpente na sua relva impecavelmente cortada.»

Desde cedo se torna estranho o facto de um assassino meticuloso ter deixado para trás uma sobrevivente. Este é o plot da obra e é este pormenor que nos impede de largar o livro sem descobrir o seu desfecho.

Confesso que não fui altamente surpreendida, uma vez que já desconfiava da resolução do caso. Apesar disso, que é uma cruz a carregar por quem lê muito o género, é um livro bem construído e que ganha muitos pontos pelo discurso do perpetrador das mortes.

Não conhecia a autora, vocês conheciam? Contem-me tudo!

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