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Rita Teixeira da Silva

Ter | 20.10.20

O Homem de Giz de C.J. Tudor

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Foi a minha estreia em C.J. Tudor e, com certeza, será o primeiro de muitos livros da autora que irei ler.

O Homem de Giz é um thriller psicológico que cria um ambiente sombrio, embora suportável, em torno da personagem principal. A história é-nos contada por Ed Adams, um professor de inglês de 42 anos, intercalando entre os anos 80 e 2016, na sua meninice e idade adulta respetivamente.

Uma sucessão de crimes hediondos, macabros e enigmáticos, constantemente acompanhados de variados desenhos de homens de giz, é o pano de fundo da trama e da vida em Anderbury, onde Ed e os seus amigos Gav, Mickey, Hoppo e Nicky vivem. Estes crimes ocorreram durante a infância de Ed, que, desde logo, fica intrigado e com vontade de saber mais.

Desde a primeira à última página (literalmente), através do contacto estabelecido entre Ed e os outros peões na história, vamos sendo confrontados com os segredos de cada um deles. Tal como diz na capa e na contracapa do livro, realmente todos têm algum segredo , nada que na vida real não aconteça. Não é verdade?

«Pensamos que queremos respostas, mas o que realmente pretendemos são as respostas certas. É a natureza humana. Fazemos perguntas que esperamos nos dêem as verdades que queremos ouvir. O problema é que não podemos escolher as nossas verdades. A verdade tem o hábito de ser a verdade. A única opção que nos resta é acreditar ou não nela.»

Gostei muito do livro, mas faltou-lhe qualquer coisa para atingir as 5 estrelas que lhe queria dar: faltaram plot twists (tanto em quantidade como em qualidade), que, para um thriller com esta capa e esta sinopse, eram essenciais; faltou conectar-me mais com as personagens, pelo menos com a principal (isto é muito subjetivo, mas para mim é muito importante); talvez tenha faltado, também, mais ação do início ao fim (o livro começa a ficar mais agitado do meio para o fim); faltou, com certeza, mais suspense e "sombra".

Concluindo, é um livro muito fácil de ler e que puxa o leitor. Não me entusiasmou sobremaneira logo desde início, mas assim que a trama começa a aquecer (como disse em cima, isto acontece mais ou menos a meio), dá vontade de devorar para saber o desfecho. O problema é que, para mim, o desvendar de cada mistério nunca se afigurou extremamente surpreendente e interessante. Ainda assim, valeu-lhe 4 estrelas no Goodreads. Vamos ver o que acho dos próximos livros de C.J.

Conhecem C.J. Tudor? O que já leram da autora?

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